Romeu/ março 1, 2019/ Iluminação Profissional e Arquitetural

Quando vamos projetar a iluminação de um ambiente, temos que pensar no efeito visual desejado e também na funcionalidade e iluminar igrejas e orquestras, tem um desafio ainda maior, pois muitas vezes o ambiente é pequeno, e precisamos manter a visibilidade de partituras e ao mesmo tempo ter efeitos e áreas a meia luz. 

Como principal dica, é devemos usar o mínimo possível de luzes duras, dando preferência para lâmpadas e equipamentos que não produzem sombras definidas como fresnéis e leds com difusores. Nos equipamentos que fazem focos específicos, podemos fazer uso de polarizadores, que evitam que a luz crie reflexos que tornam as partituras ilegíveis.

Uma segunda dica para este tipo de ambiente é o uso de contra luz, pois esses equipamentos incidem diretamente sobre as partituras, facilitando a leitura, prefira luzes que causem pouco reflexo e cores, que ajudem na leitura, preferivelmente cores em tons quentes, com uma inclinação minima de 60º, se possível utilize luzes direcionadas diretamente para as partituras, uma ótima opção são as Lanternas Stick USB Flexíveis, como as da foto ao lado, iluminam bem a curta distância e se polarizadas praticamente não causam nenhum reflexo ou vazamento que atrapalhe o resto do ambiente. Podem ser usadas em púlpitos, tribunas e nos porta partituras diretamente.

Para as luzes frontais, inclinação entre 45º e 60º para evitar ofuscamentos, preferivelmente com cores contrastantes as da luz de contra. Efeitos visuais como focos e luzes com movimentos devem ser evitadas, e se estritamente necessárias, planejadas cuidadosamente para não permitir reflexos e ofuscamentos, e que não incidam diretamente nas partituras. 

Para maestros, e pastores ou outros oradores, prefira sempre o uso de luz cruzada, ou seja, um refletor de cada lado, com ângulos de incidência de 45º. Filtros com cores muito saturadas também podem causar dificuldade de leitura, tons pasteis, são mais indicados na contra luz, já cores mais intensas como roxos, vermelhos, verdes e azuis ou outros mais saturados podem ser usados para a luz principal.

No dia a dia, luzes mais amenas são preferíveis, deixe efeitos mais marcantes para datas e festas, quando iluminamos uma igreja, devemos ter em mente que os espectadores também precisam de luz para se locomover e muitas vezes para ler hinários, bíblias e outros. Para estes ambientes se o pé direito permitir, utilize tecidos para difundir a luz por todo o ambiente, ou filtros difusores, e prefira luzes mais amenas, direcionadas para a área da igreja, sem reflexos para a área onde estão os oradores e músicos, novamente temperaturas de cor mais altas (proximas a 6000K) são bem vindas, e filtros polarizadores também.

Lugares onde tenha filmagem para transmissão, verifique se os níveis de luminosidade atendem as especificações das câmeras para evitar imagens escuras, e também se focos de luz não estejam incindindo diretamente nas lentes e obturadores evitando distorções e ofuscamentos.

Uma dica de ouro é criar luzes gerais ou banhos difusos sempre, pois requerem menos equipamentos e estes, muitas vezes são escassos, ou inapropriados para uso nestes ambientes. Esse tipo de iluminação tende a criar menos sombras o que é util quando necessitamos de leitura ou pontos mais claros em diversos lugares diferentes no palco.

Quando não temos a mão equipamentos como fresnéis, devemos sempre colocar um filtro de difusão, conhecido como gelatina frost, sua cor não altera a temperatura da luz, porém, devido a sua textura, diminui assombras e os reflexos. Quando for escolher um equipamento, dê preferência a refletores que possuem bandoor (abas, para melhor ajuste de foco e abertura). Se possível, instale adaptadores para mais de um filtro, dessa maneira podemos combinar diversos filtros como polarizadores, cores, difusores entre outros.

 
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