romeu/ Janeiro 3, 2018/ Audio Profissional

Por que, não existe uma padronização para a medição de potência, ao invés de usar 5000 PMPO, 500 RMS, utilizar o SPL? Porque, tudo depende do que se está medindo: um amplificador, um alto-falante?  No primeiro caso, deve-se usar watts elétricos, no caso, a norma RMS (Root Mean Square).

A medição não é muito complicada, mas exige um equipamento preciso:

– um estabilizador de tensão (ou variac) de alta capacidade de corrente, com voltímetro para medir a tensão de entrada e saída, e wattímetro para aferir o consumo do aparelho sob teste que deve estar ligado à rede na tensão nominal indicada pelo fabricante. Esta deve ser precisa, pois uma pequena variação na rede pode causar grande incorreção na leitura da potência;
– um gerador de áudio aplicando o sinal de entrada no amplificador;
– um distorcímetro e/ou osciloscópio de traço duplo;
– um voltímetro eletrônico digital para medir a tensão de saída;
– cargas padrão de 4, 8 e 16 ohms para a medição da potência, ligadas à saída do amplificador;

O equipamento sob teste deve ser condicionado a 1 hora de pré-aquecimento operando a 1/3 de sua potência nominal prevista.

O sinal senoidal (1kHz é o padrão, mas podem ser feitas medidas adicionais em outras frequências) de intensidade crescente é injetado na entrada do amp e a saída é monitorada até que se alcance a taxa de distorção nominal (ou ocorra o ceifamento da senóide, vista na tela do osciloscópio). Deve ser levado em conta o nível de distorção convencionado previamente, ou indicado pelo fabricante. No caso de um amplificador stereo, ambos os canais devem ser alimentados e carregados ao mesmo tempo.

Quando é atingida a saída máxima dentro dos limites de distorção estabelecidos, lê-se a tensão em VRMS no voltímetro digital.

Aplicando-se a fórmula:
P = V2/R (potência = tensão ao quadrado / carga)

O valor resultante é a potência em watts RMS.

A norma IHF, que definia a potência de surto (por um curto período de tempo) foi extinta em 1979, pelo próprio criador, o Institute of High Fidelity. Até hoje há quem use, entretanto.

P.M.P.O., que nem norma é, significa “Potência Máxima Para Ouvir”, e não quer dizer nada. Cada fabricante define como medi-la, e seus valores costumam variar pois cada fabricante cria a sua regra de medição, mostrando o número que desejar, a potência real é dada em RMS!
P.M.P.O é a “norma” predileta dos departamentos de marketing dos fabricantes de equipamento doméstico, mas entre os profissionais, essa já não cola.

Quanto aos alto-falantes e dB SPL… bem isso é assunto para outro artigo.

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